segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

2014: um ano de realizações?

Então, gente. Todos os anos nós criamos milhões de expectativas para o ano seguinte, não é? Com a aproximação de 2015, parei para refletir um pouco sobre as mudanças ocorridas ao longo desse ano, e se as minhas expectativas foram alcançadas. Depois de algum tempo refletindo sobre tudo, a resposta me deixou até com um sorriso de canto de boca. 

No começo desse ano muitas coisas eram diferentes pra mim. A visão sobre tudo era completamente diferente... Vou listar algumas das mudanças ~escrever é uma ótima forma de concretizar algo na sua mente. Tente =)

Estágio 

Lá estávamos eu e Marcele - uma das melhores pessoas que já conheci, e que compartilha os melhores dos seus valores comigo - em janeiro deste ano, à procura de um estágio, afinal, já havíamos terminado o 2º período e já estava mais que na hora de procurarmos um estágio. Procuramos primeiro na Rádio Universidade, mas lá eles só aceitavam alunos a partir do 4º período, assim como a maioria dos lugares.  Eles até aceitaram duas amigas do meu período um mês depois, mas quando procuramos, todas as vagas estavam ocupadas. 

No mesmo período, iniciaram inscrições para estagiários na Tv Ufma, e, claro, iríamos nos inscrever. Fomos deixar o nosso currículo (imaginem os currículos, repletos de... nada) no local indicado e, no caminho, passamos pela Assessoria de Comunicação da Ufma (Ascom/Ufma). De repente, eu falo: "Marcele, vamos tentar aqui também?", e ela responde: "Será? Deixa só eu arrumar o meu cabelo". E batemos na porta da Ascom.

A pessoa que nos recebeu foi uma das melhores estagiárias da Assessoria, Rosana. Muito simpática. Falei que estávamos à procura de um estágio e ela nos encaminhou para o Editor-Chefe, Sansão. Falamos com ele e escutamos que nós não receberíamos bolsa ("salário" dos estagiários). Mas nós não ligávamos muito. Queríamos mesmo era a vivência de trabalhar na nossa área. Então, claro, topamos. Ele pediu para esperarmos ele conversar com a Assessora da Ufma, professora Ester de Sá Marques, e que assim que falasse, nos daria notícias. Esperamos.

Nesse dia, eu fui ao Cine Praia Grande, assistir algum filme que estava estreando. Não consigo lembrar bem qual. Lá, encontrei um casal lindo de amigos, o Uts e a Vanessa - que mais tarde também estagiaria na Ascom/Ufma. Por volta das 17h daquele mesmo dia (falo como se não lembrasse o dia exato -28 de janeiro- para parecer que não foi algo muito especial pra mim), Sansão nos ligou e então eu e a Marcele éramos os mais novos estagiários da Ascom. 

Afirmo com toda a propriedade do mundo que aquele local é um campo de aprendizado maravilhoso para qualquer um. Não somente no aspecto profissional, mas também pessoal. Além de uma Assessoria, é também um ambiente de aprendizado. Podíamos contar sempre com a ajuda da professora Ester - que vou lembrar sempre como uma querida - dos editores, dos produtores, e dos amigos repórteres. A junção de alguém que realmente quer aprender algo, com o ambiente da Ascom/Ufma, resulta em algo positivo para os dois lados - e também, claro, isso funciona para qualquer lugar.

~Parênteses~

Passado um mês, recebemos a ótima notícia que já iríamos receber uma bolsa (imaginem a alegria). 
Acreditem, o meu maior sonho realizado foi ter criado uma conta no Banco. Até então, caixas-rápidos eram coisas para os meus pais. Cartão, então... Um sonho. Isso soou muito capitalista, né?

~Continuando~ 

Depois de passar pelo núcleo de Web, no qual também produzíamos para os impressos, fui para o núcleo de Rádio - na verdade, eu era um correspondente da Rádio. Na Ascom/Ufma, o núcleo da Web possui uma sala diferente do núcleo da Rádio Ascom/Ufma, que por sua vez, possui um ambiente diferente da Tv Ascom/Ufma. Eu fui para a produção da Rádio Ascom, mas na prática, continuei na sala da Web. Por isso, um correspondente (por pouco, não internacional). 

Durante todo o período na Ascom, eu produzi para o site da Ufma, para a revista Portal da Ciência, e também para o jornal impresso Cidade Universitária. Viajei a trabalho (Campus de Chapadinha), fiz coberturas de eventos fora da Ufma e também passei pela produção de matérias. Não fui para a Tv Ascom apenas porque fiz um teste de um Ao Vivo e não me saí muito bem (na verdade, nada bem). Mas não tem problema, Tv. Ainda vou tentar experimentar esse meio. 

Grupo de pesquisa

A Universidade do meu Curso é muito linda, né, gente. Além do ensino, há muito incentivo para a pesquisa e para a extensão. Em meados de julho, o Grupo de Pesquisa em Estratégias Audiovisuais na Convergência (G-PEAC), anunciou chamada para novos membros -o nome até então era Rádio Webhíbrida-. E eu, claro, participei.

Mas, gente. Falando sério. É lindo estudar algo e depois discutir com outras pessoas. A partir das discussões, formamos uma opinião e daí ideias se consolidam nas nossas mentes. E isso é lindo. Toda forma de aprendizado é válida. 

Bom, entrei no grupo e logo no início fui sorteado para ganhar uma bolsa de iniciação científica. Então, criei um plano de pesquisa. Estudo as 'Rádios FM no Maranhão: um estudo das estratégias transmidiáticas'. Já até apresentei essa pesquisa durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, na edição desse ano, lá no Shopping São Luís... Foi bem legal.

Sobretudo, conheci e convivi esses últimos meses com pessoas maravilhosas que fazem parte desse grupo. Cada um com sua especificidade e todos maravilhos. Agregam muito valor à vida de qualquer um.

Ainda sobre estágios

Na Ascom, tive um período de muito aprendizado. Sem dúvidas, as pessoas desse lugar sempre terão minha gratidão, por tudo. Assim como tudo na vida, nós devemos entender qual é o momento para seguir em frente. Dar outro passo. Em setembro, o Banco do Nordeste abriu seletivo para estagiários na Comunicação e eu resolvi participar. Aliás, esse seletivo foi maravilhoso porque todos os participantes eram conhecidos, lá do Curso. Sorrimos o tempo inteiro, claro que por nervosismo. Foi ótimo. 

Consegui entrar na Superintendência Estadual do Maranhão e, desde o dia 22 de setembro, estou aprendendo muito sobre outras áreas da comunicação. Apesar de sermos só eu e a minha chefa dessa área por lá, consigo aprender muito com todos. Estagiar no Banco do Nordeste é também uma experiência muito positiva. 

A transição de um estágio para outro foi um pouco difícil. Sinto falta do meu antigo estágio, e das pessoas que trabalhavam comigo - aqui, especialmente, me refiro à minha companheira Marcele. Sim. Talvez eu estivesse fazendo um pouco de drama, até porque continuamos nos vendo todos os dias durante as nossas aulas. Mas ainda assim, foi complicado.

É normal que criemos vínculos com a nossa rotina. É normal também querermos nos acomodar quando está tudo indo bem na nossa vida. Talvez isso não funcione comigo. Mesmo com a minha rotina na Ascom sendo muito boa, eu senti a necessidade de mudar. Além disso, a graduação é o momento para experimentarmos. Depois dela, o peso para nos estabilizarmos é maior. Entender o que queremos para quando o diploma estiver em nossas mãos, na minha opinião, é fundamental. E eu já penso em algumas alternativas em detrimento de outras. As perdas sempre vão existir e é nosso dever saber lidar com elas.

Agora, sobre curso de inglês

Outra coisa que me deu muita alegria em 2014, foi o fato de eu ter entrado em um curso de inglês. Estou há dois meses na Minds e gosto de tudo que aprendo a cada aula. Também amo marcar minhas aulas para a noite e depois de lá, pegar a última sessão do Cine Lume... Me sinto realizado ao fazer isso. 

Outros aprendizados

Enquanto todas as mudanças acimas ocorriam na minha vida, claro, o Curso continuava e eu fiz muitas muitas cadeiras que, sem dúvidas, me acrescentaram muito. Em especial, menciono 3 que foram muito gratificantes.

'Laboratório de Webjornalismo' e 'Laboratório de Radiojornalismo' foram duas das que mais me chamaram atenção. Com professores muito exigentes, o conteúdo foi passado da melhor forma possível. Agradeço aos professores Márcio Carneiro e Franklin Douglas por isso.

Sobre Formação Contemporânea do Brasil, tenho alguns pontos a destacar. O primeiro, sobre o conteúdo. É muito bom fazer parte de um Curso que nos estimula a pensar e a refletir sobre a realidade à nossa volta. Essa cadeira em especial é muito bem elaborada e acredito que o professor conseguiu conduzi-la da melhor forma possível, contribuindo para a formação de novos olhares sobre a nossa cultura e a nossa formação enquanto país.

Sobre o professor da disciplina, João Gouveia, quero que fique registrado aqui a minha admiração. A minha vontade de ser professor no futuro é algo que me guia sempre nas escolhas que tomo agora. E isso também influencia no meu olhar sobre tudo ao meu redor. Talvez eu tenha visto nesse professor um pouco do que pretendo ser 'quando crescer'. Trabalhar gostando daquilo que eu faço. É bem melhor do que fazer qualquer coisa de qualquer jeito. Não gosto de coisas 'jogadas'.

Para além das 'obrigações'

Antes de começar, só quero esclarecer algo. Para alguns, estudar e trabalhar são apenas obrigações. Mas, pasmem: há pessoas que realmente gostam de fazer isso. E eu sou uma dessas boring people, according you (reparem o curso de inglês fazendo a diferença). 

Em meio a muitas idas ao cinema, algumas saídas noturnas e muitos sorrisos, o meu 2014 foi muito bom. Nesse ano, sem dúvidas, tive muito crescimento pessoal (talvez não o suficiente para parar de escrever sobre mim no meu blog - e compartilhar isso no meu Facebook, e também no meu Twitter).

Foi o ano também em que conheci o meu filme favorito (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças - assistam!) e uma série que tem me deixado ansioso pela próxima temporada, de um modo que há tempos uma série não me atrai (Game Of Thrones - GOT).

Sobre livros, li alguns muito interessantes esse ano. Ana Jansen, Rainha do Maranhão (um pouco da história dessa figura lendária do nosso estado, preparado pela Academia Maranhense de Letras) e As Aventuras de Sherlock Holmes (livro que reune 12 contos do detetive), foram os melhores. Agora estou lendo o primeiro livro de As Crônicas de Gelo e Fogo (série literária que deu origem à série televisiva GOT). É um livro apaixonante.

Também foi um ano de muitas aproximações, chegadas e saídas de pessoas na minha vida. Por exemplo, fico muito alegre ao lembrar que, graças ao meu estágio na Ascom/Ufma, descobri, conheci e agora amo uma tia (de verdade, gente) que encontrei lá pela Ouvidoria. 

Foi também em 2014 que eu me aproximei de Eula. Acreditem, uma das pessoas com a personalidade mais curiosa, engraçada, solícita e companheira que existem. Agradeço por tê-la encontrado.

Além do mais, reencontrei uma amiga da escola, Persi, que voltou pra minha rotina e trouxe com ela o namorado, Denilson, duas pessoas que faço questão de ter por perto. 

E sobre 2014, gente, eu não poderia deixar de mencionar a minha família, uma das mais engraçadas que existem. Em meio a amores e brigas, permanecemos juntos sempre. Nunca seremos apenas 1 contra o mundo, mas 5 contra qualquer obstáculo. 

Talvez eu seja muito otimista. Talvez não. A realidade é sempre apenas aquilo que achamos a respeito dela. Lembrem-se que até de experiências negativas, é possível obter algo positivo. Tentem ser mais otimistas, talvez a vida só precise disso. Bem vindos à mente de um (futuro) jornalista =)

Para todos, um feliz ano novo!

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