Ao iniciarem esta leitura, faço-lhes um pedido incomum em dias onde a ética, tão cobrada e importante para mostrar a sua boa personalidade, está presente no nosso cotidiano: deixem os seus preconceitos em evidência. Agora, com os seus preconceitos presentes na nossa comunicação, declaro iniciado o post.
Bom, como já falei, estou de férias e tenho aproveitado e dedicado meu tempo livre aos livros. Dentre os lidos recentemente, está A Arte De Escrever Bem, das autoras Dad Squarisi e Arlete Salvador. Ao longo do livro, como é de se esperar, elas dão dicas (excelentes, diga-se de passagem) sobre a forma como um texto deve ser escrito. Em um capítulo chamado "A ética das palavras", deparei-me com dicas sobre como não demonstrar na escrita o sutil preconceito presente nas palavras ou expressões que nos são repassadas sem intenção de serem preconceituosas, mas que, com grande probabilidade (para não utilizar os termos "com certeza"), foram criadas com esse intuito.
Elas começam: "Ser racista explícito tornou-se, além de arriscado, politicamente incorreto. Pega mal. A sociedade patrulha, o movimento negro está atento. Mas a discriminação continua presente. [...] Expressões impregnadas de preconceitos usadas aqui e ali recorrem ao adjetivo negro. Todas têm conotação negativa. Valem os exemplos de câmbio negro, mercado negro, buraco negro, dia negro, lista negra [...]", prosseguem, após inúmeros exemplos, "Cortar negro do dicionário? Claro que não. A palavra é muito bem-vinda para designar africanos ou afrodescendentes. Zezé Mota é negra. Não é escurinha, crioula, negrinha, morena, negrona, de cor. Afora isso, xô! Quer indicar cor? Use preto." E ainda mais, "Homossexual é homossexual ou gay. Bissexual é bissexual. Travesti é travesti. Nada de bicha, veado, fresco, boneca, traveco, gilete, sapatão, sapato 45. Cego é cego. Surdo é surdo. Mudo é mudo. Às vezes, portador de necessidades especiais. Nunca aleijado, aleijão, defeituoso, deformado, retardado, mongolóide, débil mental."
E então prosseguem, citando mais exemplos claros de expressões preconceituosas, as quais se mostram presentes no dia a dia. Viram só? Aposto que uma boa parte de vocês que estão me lendo não havia percebido o quanto a nossa língua está impregnada pelo preconceito histórico, que é repassado ao longo do tempo. Então, após essa leitura e o choque de realidade tomado, responda-se à pergunta: quem é você quando a ética não é cobrada?
Elas começam: "Ser racista explícito tornou-se, além de arriscado, politicamente incorreto. Pega mal. A sociedade patrulha, o movimento negro está atento. Mas a discriminação continua presente. [...] Expressões impregnadas de preconceitos usadas aqui e ali recorrem ao adjetivo negro. Todas têm conotação negativa. Valem os exemplos de câmbio negro, mercado negro, buraco negro, dia negro, lista negra [...]", prosseguem, após inúmeros exemplos, "Cortar negro do dicionário? Claro que não. A palavra é muito bem-vinda para designar africanos ou afrodescendentes. Zezé Mota é negra. Não é escurinha, crioula, negrinha, morena, negrona, de cor. Afora isso, xô! Quer indicar cor? Use preto." E ainda mais, "Homossexual é homossexual ou gay. Bissexual é bissexual. Travesti é travesti. Nada de bicha, veado, fresco, boneca, traveco, gilete, sapatão, sapato 45. Cego é cego. Surdo é surdo. Mudo é mudo. Às vezes, portador de necessidades especiais. Nunca aleijado, aleijão, defeituoso, deformado, retardado, mongolóide, débil mental."
E então prosseguem, citando mais exemplos claros de expressões preconceituosas, as quais se mostram presentes no dia a dia. Viram só? Aposto que uma boa parte de vocês que estão me lendo não havia percebido o quanto a nossa língua está impregnada pelo preconceito histórico, que é repassado ao longo do tempo. Então, após essa leitura e o choque de realidade tomado, responda-se à pergunta: quem é você quando a ética não é cobrada?
P.S.: não esqueçam de recolher os seus preconceitos para si e deixá-los guardados, afinal, ninguém precisa mostrar o seu "lado negro" de ser. Até o próximo post. :)